Eduardo despediu-se à mesa com adeptos
"No princípio eram dois sócios de uma empresa de organização de eventos, adeptos do Braga. António Silva, Pedro Cardoso (Gold Memories) foram inspirados pela insistência do filhote do primeiro, um menino de nove anos que, como muitos milhares de meninos, desenvolveu uma adoração por Eduardo, o guarda-redes da Selecção, que está de partida para o Génova: por que não fazer-lhe uma festa de despedida? A ideia cresceu, fiel aos rituais dos convívios familiares, em que cada um contribuiu com o que pode: uma junta de freguesia cedeu as instalações; uma pastelaria esmerou-se a preparar um bolo à altura de um homem tão especial, também na doçura com que comove perante tanto carinho; uma voz ofereceu-se para cantar o hino do clube; muitos pequenos gestos juntaram-se à ideia e. foram cerca de 200 os bracarenses a brindar ao passado e ao futuro do internacional, que agradeceu emocionado, porque não há defesa possível para gestos tão bondosos, genuínos.
À "tristeza" que é inevitável nas despedidas sobrepõe-se a "satisfação" de gestos como este - "O meu sincero obrigado", insistiu -, assim como a de sair "com a consciência tranquila": "Sempre procurei dar o meu melhor". Os adeptos, bracarenses e não só, são testemunhas desse empenho, que o fez passar pelo Mundial com um golo sofrido, depois de uma época de sonho. Na despedida, Eduardo já pôde ser mais um adepto, entre os 200."
JORNAL "O JOGO" 17/07/2010 MÓNICA SANTOS